{"id":1940,"date":"2014-01-28T08:00:31","date_gmt":"2014-01-28T11:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sindespe.org.br\/portal\/?p=1940"},"modified":"2014-01-09T16:40:41","modified_gmt":"2014-01-09T19:40:41","slug":"com-batalhao-de-choque-governo-quer-ter-regime-de-quartel-nas-prisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/com-batalhao-de-choque-governo-quer-ter-regime-de-quartel-nas-prisoes\/","title":{"rendered":"Com Batalh\u00e3o de Choque, governo quer ter regime de quartel nas pris\u00f5es"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1941\" aria-describedby=\"caption-attachment-1941\" style=\"width: 288px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1941\" alt=\" Choque encontrou com os presos at\u00e9 pistola calibre 380 dentro do Complexo de Pedrinhas\" src=\"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/288-pedrinhas_-_marcio_fernandes_-_estadao.jpg\" width=\"288\" height=\"212\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1941\" class=\"wp-caption-text\">Choque encontrou com os presos at\u00e9 pistola calibre 380 dentro do Complexo de Pedrinhas<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Crise no sistema prisional ser\u00e1 enfrentada com revistas di\u00e1rias nas celas; agentes criticam regras<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artur Rodrigues &#8211; ENVIADO ESPECIAL<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00c3O LU\u00cdS &#8211; O governo do Estado do Maranh\u00e3o quer reverter a crise da seguran\u00e7a com m\u00e3o de ferro no sistema prisional. O instrumento para isso \u00e9 o Batalh\u00e3o de Choque da Pol\u00edcia Militar, que pretende implementar um regime de quartel dentro das cinco pris\u00f5es que assumiu ap\u00f3s o in\u00edcio da crise, com revistas nas celas at\u00e9 tr\u00eas vezes por dia. Agentes penitenci\u00e1rios afirmam que a a\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorre para compensar a falta de regras que dominou o sistema nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Se voc\u00ea manda o preso colocar a m\u00e3o para cima, ele tem de colocar a m\u00e3o para cima. Eles t\u00eam de aprender a respeitar regras de novo&#8221;, diz o comandante do batalh\u00e3o, Raimundo Nonato de S\u00e1. Segundo ele, h\u00e1 um oficial de alta patente em cada unidade. &#8220;Para qualquer situa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tem ao menos 36 policiais do Choque de prontid\u00e3o&#8221;, afirma. Tamb\u00e9m h\u00e1 viaturas do batalh\u00e3o fazendo a ronda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 3, a Tropa de Choque encontrou com os presos at\u00e9 uma pistola calibre 380 dentro do Complexo de Pedrinhas, o epicentro da crise e de onde partem as ordens para ataques em S\u00e3o Lu\u00eds. Tamb\u00e9m foram achados celulares e armas brancas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o da PM nos pres\u00eddios come\u00e7ou em 27 de dezembro, ap\u00f3s um ano em que as mortes no Complexo de Pedrinhas chegaram a 60, mais do que o \u00edndice dos 12 meses em v\u00e1rias cidades do Pa\u00eds. Mesmo ap\u00f3s a pol\u00edcia assumir, por\u00e9m, j\u00e1 houve duas mortes. No dia 2, foi morto o detento Josivaldo Pinheiro Lindoso, de 35 anos, no Centro de Triagem do Complexo Penitenci\u00e1rio de Pedrinhas. Ele foi encontrado estrangulado em uma cela da unidade. No mesmo dia e local, foi morto o preso Sildener Pinheiro Martins, de 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pol\u00edcia cobre um buraco causado pela falta de agentes penitenci\u00e1rios. Segundo o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenci\u00e1rio do Maranh\u00e3o, o v\u00e1cuo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de homens, mas de autoridade. &#8220;Os monitores contratados no lugar dos agentes n\u00e3o podem andar armados ou com cassetete, os presos n\u00e3o respeitam&#8221;, diz Liana Mara Furtado Gomes, diretora de comunica\u00e7\u00e3o do sindicato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos dois anos, diz Liana, o governo do Estado vem criando mais regalias para os presos. Entre elas, segundo a diretora, est\u00e1 a falta de controle das visitas, o que j\u00e1 levou a um esquema pelo qual os presos cobravam d\u00edvidas de outros detentos por meio de sexo com suas companheiras. Ap\u00f3s a PM assumir o local, a regra em rela\u00e7\u00e3o a visitas mudou. Agora, s\u00f3 parentes de primeiro grau e mulheres dos presos podem visit\u00e1-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A falta de respeito dos presos chegou a ponto de um deles filmar um agente com o telefone celular e gritar para ele: \u2018Vou te pegar, viu\u2019&#8221;, afirma Liana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entidades de direitos humanos enviaram um comunicado reclamando da falta de transpar\u00eancia durante a gest\u00e3o da PM nos pres\u00eddios. Segundo documento assinado pelas ONGs, Conectas, Justi\u00e7a Global e Sociedade Maranhense as informa\u00e7\u00f5es a respeito dos presos se tornaram mais escassas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crise no sistema prisional ser\u00e1 enfrentada com revistas di\u00e1rias nas celas; agentes criticam regras Artur Rodrigues &#8211; ENVIADO ESPECIAL S\u00c3O LU\u00cdS &#8211; O governo do Estado do Maranh\u00e3o quer reverter a crise da seguran\u00e7a com m\u00e3o de ferro no sistema prisional. O instrumento para isso \u00e9 o Batalh\u00e3o de Choque da Pol\u00edcia Militar, que pretende implementar um regime de quartel dentro das cinco pris\u00f5es que assumiu ap\u00f3s o in\u00edcio da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1941,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_joinchat":[]},"categories":[2],"tags":[],"views":736,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1940"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1940"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1942,"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1940\/revisions\/1942"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}