{"id":2331,"date":"2014-03-14T14:24:00","date_gmt":"2014-03-14T17:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sindespe.org.br\/portal\/?p=2331"},"modified":"2014-03-14T14:24:00","modified_gmt":"2014-03-14T17:24:00","slug":"greve-irresponsavel-segundo-jornal-o-estado-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/greve-irresponsavel-segundo-jornal-o-estado-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Greve irrespons\u00e1vel segundo jornal O Estado de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2332\" alt=\"oestad\u00e3o\" src=\"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/oestad\u00e3o.jpg\" width=\"295\" height=\"171\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>13 de mar\u00e7o de 2014 | 2h 07<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Estado de S.Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao impedir a entrada de comboios com presos no Centro de Deten\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria de Pinheiros, em S\u00e3o Paulo, e na penitenci\u00e1ria de Martin\u00f3polis, a 539 km da capital, para pressionar o governo estadual a reajustar seus sal\u00e1rios, os agentes do sistema penitenci\u00e1rio paulista exorbitaram. Mais do que uma forma de protesto, entre tantas outras a que o funcionalismo estadual costuma recorrer, o ato dos agentes carcer\u00e1rios configurou uma afronta ao princ\u00edpio da autoridade e p\u00f4s em risco a seguran\u00e7a p\u00fablica. A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se tornou cr\u00edtica porque a Pol\u00edcia Militar foi chamada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A penitenci\u00e1ria de Martin\u00f3polis \u00e9 usada como ponto de encontro de viaturas que levam presos da regi\u00e3o oeste do Estado para audi\u00eancias na capital. O Centro de Deten\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria de Pinheiros fica numa \u00e1rea importante da cidade, ao lado da intersec\u00e7\u00e3o da Marginal do Pinheiros com a Marginal do Tiet\u00ea e com a Rodovia Castelo Branco e pr\u00f3ximo da Cidade Universit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de reajuste salarial de 20,6%, para repor perdas inflacion\u00e1rias, e de aumento real de 5%, os agentes penitenci\u00e1rios &#8211; uma categoria com 30 mil integrantes &#8211; reivindicam redu\u00e7\u00e3o de 8 para 6 classes, na hierarquia funcional, e aposentadoria especial com 25 anos de trabalho. E, alegando que h\u00e1 um d\u00e9ficit de funcion\u00e1rios no sistema prisional, pleiteiam a contrata\u00e7\u00e3o de 10 mil agentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo ofereceu a redu\u00e7\u00e3o de 8 para 7 classes, pagamento de di\u00e1rias especiais e reajuste do adicional de periculosidade. S\u00f3 os agentes penitenci\u00e1rios que atuam nos pres\u00eddios de Assis, Mar\u00edlia, Baixada Santista e Taubat\u00e9 aceitaram a oferta. Os demais a recusaram e, na segunda-feira, deflagraram uma greve por tempo indeterminado. Segundo a Secretaria de Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria, ela atingiu 10% do sistema prisional, que tem 158 estabelecimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O insucesso levou os l\u00edderes da greve a fazer piquetes para dificultar a entrada de advogados e oficiais de Justi\u00e7a nos pres\u00eddios, tentar impedir a transfer\u00eancia de presos e interceptar comboios entre o interior e a capital. &#8220;Continuaremos s\u00f3 mantendo as atividades essenciais de atendimento de sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o e banho de sol dos presos&#8221;, diz Ismael dos Santos, diretor de comunica\u00e7\u00e3o do sindicato da categoria. Os l\u00edderes dos estabelecimentos penais em greve tamb\u00e9m anunciaram que impedir\u00e3o os presos de trabalhar e as visitas de seus familiares no pr\u00f3ximo fim de semana. Pela Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais, o preso tem direito a descontar um dia da pena a cada tr\u00eas dias de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O protesto de parte dos agentes penitenci\u00e1rios paulistas \u00e9 irrespons\u00e1vel, uma vez que amea\u00e7a a ordem p\u00fablica. A interrup\u00e7\u00e3o no transporte de presos para audi\u00eancias obstrui o funcionamento das varas de execu\u00e7\u00f5es penais, comprometendo o cronograma de audi\u00eancias da Justi\u00e7a. E a frustra\u00e7\u00e3o dos presos, por n\u00e3o poderem trabalhar nem receber visitas \u00edntimas, pode acarretar uma onda de motins e rebeli\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Problemas como esse poderiam ser evitados se o Congresso j\u00e1 tivesse aprovado uma lei regulamentando o exerc\u00edcio do direito de greve dos servidores p\u00fablicos. Esse direito foi inscrito na Constitui\u00e7\u00e3o, mas at\u00e9 hoje, mais de 25 anos depois de sua entrada em vigor, nem o Legislativo nem o Executivo tiveram coragem de enfrentar as press\u00f5es das diferentes corpora\u00e7\u00f5es do funcionalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns projetos de regulamenta\u00e7\u00e3o chegaram a ser apresentados, mas todos acabaram engavetados. Proposto pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o \u00faltimo projeto prev\u00ea que, nos servi\u00e7os essenciais, 60% dos servidores devam continuar trabalhando durante uma greve. O projeto tamb\u00e9m obriga o funcionalismo a avisar, com 15 dias de anteced\u00eancia, a realiza\u00e7\u00e3o de greves. Alegando que essas medidas restringem o direito de greve dos servidores, as centrais sindicais se mobilizaram para impedir sua tramita\u00e7\u00e3o. \u00c9 isso que explica a irresponsabilidade de v\u00e1rias categorias do funcionalismo, como a dos agentes penitenci\u00e1rios. Uma vez que n\u00e3o s\u00e3o punidos, por falta de uma lei complementar, eles se acham no direito de afrontar as institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13 de mar\u00e7o de 2014 | 2h 07 O Estado de S.Paulo Ao impedir a entrada de comboios com presos no Centro de Deten\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria de Pinheiros, em S\u00e3o Paulo, e na penitenci\u00e1ria de Martin\u00f3polis, a 539 km da capital, para pressionar o governo estadual a reajustar seus sal\u00e1rios, os agentes do sistema penitenci\u00e1rio paulista exorbitaram. 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