{"id":3295,"date":"2014-07-10T08:00:21","date_gmt":"2014-07-10T11:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/sindespe.org.br\/portal\/?p=3295"},"modified":"2014-07-10T21:34:41","modified_gmt":"2014-07-11T00:34:41","slug":"asp-deve-se-recusar-a-fazer-escolta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/asp-deve-se-recusar-a-fazer-escolta\/","title":{"rendered":"Escolta \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o exclusiva de AEVP"},"content":{"rendered":"<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/escolta8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3296\" src=\"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/escolta8.jpg\" alt=\"escolta8\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/escolta8.jpg 620w, https:\/\/sindpenal.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/escolta8-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\"><strong>Legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 bem clara: quem faz escolta \u00e9 AEVP<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">\u00a0<span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Agente de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria n\u00e3o pode fazer escolta. Quem diz isso \u00e9 a legisla\u00e7\u00e3o, e todo mundo sabe \u2013 todo mundo menos um ou outro diretor, que insiste em obrigar o ASP a fazer escolta, mesmo sem respaldo legal. Quanto a esta quest\u00e3o, o Departamento Jur\u00eddico do SINDESPE lan\u00e7ou um parecer esclarecendo aos ASPs.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\"><b>PARECER SOBRE A FUN\u00c7\u00c3O DE ESCOLTA<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">A atividade de escolta n\u00e3o se enquadra nas atribui\u00e7\u00f5es dos Agentes de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria conforme verifica no artigo 1\u00ba da LC n\u00ba 959\/2004 , no artigo 18, inciso II, \u201cf\u201d, do Decreto n\u00ba 46.277\/2001 , no artigo 3\u00ba e artigo 4\u00ba da resolu\u00e7\u00e3o SAP n\u00ba 01\/95\u00a0 e no artigo 3\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o SAP n\u00ba 74\/2001 .<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Muito j\u00e1 se discutiu acerca do tema, sendo esse Departamento Jur\u00eddico questionado sobre a legalidade da recusa quando a determina\u00e7\u00e3o partida de um superior hier\u00e1rquico \u00e9 acompanhada de amea\u00e7as de instaura\u00e7\u00e3o de procedimento disciplinar.<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Contudo, conforme se depreende de Jurisprud\u00eancia consolidada do nosso Egr\u00e9gio Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo, a quest\u00e3o j\u00e1 foi discutida tendo sido adotada a interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual a recusa de realiza\u00e7\u00e3o de escolta por parte dos agentes de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria n\u00e3o caracteriza il\u00edcito administrativo.<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Necess\u00e1rio demonstrar os julgados acerca do tema:<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">MANDADO DE SEGURAN\u00c7A &#8211; AGENTES DE SEGURAN\u00c7A PENITENCIARIA &#8211; DESIGNA\u00c7\u00c3O DE PROCEDEREM A ESCOLTA. TRANSPORTE E GUARDA EXTERNA DE PRESOS &#8211; INADMISSIBILIDAIJE &#8211; ATRIBUI\u00c7\u00d5ES COMPAT\u00cdVEIS A POLICIA MILITAR OU AOS AGENTES DE ESCOLTA E VIGIL\u00c2NCIA PENITENCIARIA. FUN\u00c7\u00c3O CRIADA PELA LEI COMPLEMENTAR N\u00b0 808, DE 13\/7\/2001 &#8211; ILEGALIDADE DE INSTAURA\u00c7\u00c3O DE PROCEDIMENIO DISCIPLINAR E INSTAURA\u00c7\u00c3O DE SINDIC\u00c2NCIA CONTRA OS IMPETRANTES \u2013 SENTEN\u00c7A REFORMADA \u2013 RECURSO PROVIDO PARA O FIM DE CONCEDER A SEGURAN\u00c7A. (TJSP &#8211; Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 456.445-5 \u2013 M.S. \u2013 Paragua\u00e7u Paulista &#8211; S\u00e3o Paulo &#8211; 11\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico &#8211; Relator: Pires de Araujo \u2013 02.07.2007 &#8211; V.U.)<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">APELA\u00c7\u00c3O &#8211; mandado de seguran\u00e7a \u00a0&#8211; agente de seguran\u00e7a penitenci\u00e1ria &#8211; superior que determinou a escolta de sentenciado ao hospital &#8211; recusa do agente, com a consequente instaura\u00e7\u00e3o de procedimento preliminar &#8211; inadmissibilidade a escolta \u00e9 fun\u00e7\u00e3o dos Policiais Militares ou dos Agentes de Escolta e Vigil\u00e2ncia Penitenci\u00e1ria &#8211; Recursos desprovidos. (TJSP &#8211; Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 0003709-10.2010.8.26.0417 \u2013 M.S. \u2013 Paragua\u00e7u Paulista &#8211; S\u00e3o Paulo &#8211; 5\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico &#8211; Relator: Franco Cocuzza \u2013 27.08.2012 &#8211; V.U.)<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Apela\u00e7\u00e3o &#8211; Mandado de Seguran\u00e7a &#8211; Agente de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria II (Unidade Prisional de Luc\u00e9lia) &#8211; Escolta externa de preso &#8211; Recusa &#8211; Atividade atinente aos Agentes de Escolta e Vigil\u00e2ncia Penitenci\u00e1ria &#8211; Inocorr\u00eancia de conduta irregular &#8211; Nulidade da sindic\u00e2ncia instaurada &#8211; Senten\u00e7a mantida &#8211; Recurso improvido. (TJSP &#8211; Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 0085116-04.2005.8.26.0000 \u2013 M.S. \u2013 Luc\u00e9lia &#8211; S\u00e3o Paulo &#8211; 1\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico &#8211; Relator: Castilho Barbosa \u2013 j.26.04.2011 &#8211; V.U.)<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Por outro lado, a Lei Complementar n\u00b0 898, de 13 de julho de 2001, instituiu a classe de Agente de Escolta e Vigil\u00e2ncia Penitenci\u00e1ria, a qual incumbiu o desempenho de atividades de escolta e cust\u00f3dia de presos, em movimenta\u00e7\u00f5es externas. Em seu \u00a71\u00b0, disp\u00f5e a referida Lei que &#8220;as atribui\u00e7\u00f5es de escolta e cust\u00f3dia envolvem as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia do preso durante o per\u00edodo de tempo no qual se fizer necess\u00e1rio sua movimenta\u00e7\u00e3o externa ou a sua perman\u00eancia em local diverso da unidade prisional\u201d.<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\"><b>CONCLUS\u00c3O:<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Por todo o exposto, conclu\u00edmos que as atividades desenvolvidas pelos Agentes de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria s\u00e3o bem distintas das dos Agentes de Escolta e Vigil\u00e2ncia Penitenci\u00e1ria, sendo o primeiro respons\u00e1vel pelos presos no interior das Unidades Prisionais e o segundo respons\u00e1vel pela escolta e cust\u00f3dia de presos, em movimenta\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Conclu\u00edmos ainda que \u00e9 leg\u00edtimo ao Agente de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria recusar-se a realizar escoltas externas, e a determina\u00e7\u00e3o de instaura\u00e7\u00e3o de procedimento disciplinar em raz\u00e3o dessa recusa extrapola, e muito, o poder discricion\u00e1rio da Administra\u00e7\u00e3o, atingindo o princ\u00edpio da legalidade, em especial \u00e0s fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas dos Agentes de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria, diretamente ligadas aos seus cargos, sendo vedado \u201catribuir ao funcion\u00e1rio servi\u00e7os diversos dos inerentes ao seu cargo, exceto as fun\u00e7\u00f5es de chefia e dire\u00e7\u00e3o e as comiss\u00f5es legais\u201d (Lei n\u00ba 10261, de 28 de outubro de 1968 art. 10)\u201d.<\/p>\n<p style=\"color: #555555; text-align: justify;\">Procure sempre o departamento jur\u00eddico do SINDESPE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 bem clara: quem faz escolta \u00e9 AEVP \u00a0Agente de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria n\u00e3o pode fazer escolta. 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