PROCURA-SE: O DECRETO DA CORREÇÃO SALARIAL DE NÍVEL E LETRA.

QUASE DOIS ANOS DE ESPERA: CADÊ O DECRETO QUE CORRIGIRIA AS DISTORÇÕES SALARIAIS DA POLÍCIA PENAL?

A transformação dos antigos cargos de Agente de Segurança Penitenciária (ASP) e Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVP) em Polícia Penal trouxe uma nova identidade para a categoria, mas também deixou pelo caminho uma série de questionamentos relacionados ao enquadramento funcional e salarial de muitos policiais penais.

Um dos principais problemas está justamente nas diferenças de nível e letra, que acabaram prejudicando parte dos servidores após a transformação dos cargos.

E a pergunta que permanece é simples:

CADÊ O DECRETO?

Há quase dois anos, entidades de classe já discutiam esse problema com a Diretoria-Geral da Polícia Penal e sua assessoria. O assunto não era desconhecido. Pelo contrário: foi apresentado, debatido e, segundo o que foi tratado naquela ocasião, havia o entendimento de que seria necessário buscar uma correção para evitar que policiais penais fossem prejudicados pelo processo de transformação.

A expectativa criada foi de que a Secretaria da Administração Penitenciária, juntamente com a Polícia Penal, encontraria uma solução e encaminharia a publicação de um decreto para corrigir essas distorções.

Mas o tempo passou.

Quase dois anos depois, muitos policiais penais continuam esperando uma resposta.

Enquanto isso, os servidores seguem trabalhando diariamente dentro das unidades prisionais, enfrentando uma rotina extremamente difícil e assumindo responsabilidades cada vez maiores.

Não se trata de pedir privilégio.

Trata-se de corrigir uma distorção.

Se o próprio Governo reconheceu a necessidade de discutir o problema, por que a solução ainda não chegou?

Se havia um compromisso de estudar e encaminhar uma correção, por que até agora não foi apresentado um resultado concreto à categoria?

A Polícia Penal foi criada, os cargos foram transformados, novas estruturas foram estabelecidas, mas não é aceitável que justamente os servidores que sustentam o sistema prisional continuem aguardando indefinidamente uma correção que pode representar impacto direto em suas vidas funcionais e financeiras.

A categoria quer respostas

O Governo do Estado e a direção da Polícia Penal precisam explicar claramente:

O decreto será publicado?

Existe uma minuta?

Qual é o estágio atual do processo?

Quem é responsável pelo encaminhamento?

Existe previsão para a solução das distorções de nível e letra?

O silêncio, depois de tanto tempo, aumenta a sensação de abandono entre os policiais penais que foram prejudicados.

A categoria não pode viver eternamente de reuniões, promessas e expectativas.

Reunião não corrige salário.
Promessa não corrige enquadramento.
Discurso não corrige distorção.

O que a categoria espera agora é uma solução concreta.

Depois de quase dois anos, a cobrança precisa ser direta:

GOVERNO DE SÃO PAULO E DIRETORIA-GERAL DA POLÍCIA PENAL, CADÊ O DECRETO?

Os policiais penais merecem respeito, transparência e, principalmente, uma resposta definitiva para um problema que já deveria ter sido resolvido.